informativos - Dicas

  •   Notícias
  •   Dicas
  •   Receita
  •   Eventos
  • 13/11/2017

    Como otimizar a sobrevivência neonatal na ovinocaprinocultura?

    A baixa mortalidade e o bom desenvolvimento dos cordeiros estão intrínsecos na produtividade dos rebanhos.

    A atual conjuntura de mercado obriga os produtores de caprinos e ovinos a serem cada vez mais eficientes em produtividade. A sobrevivência neonatal é um fator fundamental neste aspecto. A baixa mortalidade e o bom desenvolvimento dos cordeiros estão intrínsecos na produtividade dos rebanhos. Quando os níveis de mortalidade neonatal são muito altos, a primeira ação é realizar o diagnostico da causa, e a partir daí criar estratégias de diminuição dessas taxas. A mortalidade pode ser ocasionada, pela baixa condição corporal das mães, enfermidades reprodutivas e falhas na estratégia de cobertura e parição.

    O primeiro passo para a diminuição da taxa de mortalidade é a seleção de matrizes com boa habilidade materna. Fêmeas com boa produtividade leiteira, com facilidade de parto, boa capacidade mantença de condição corporal durante a gestação e a lactação devem ser as escolhidas. O descarte orientado de fêmeas com úberes improdutivos, com histórico de abandono ou de mortalidade de crias anteriores, colaboram para a realização dessa seleção. A sobrevivência de um cordeiro que nasce vivo deve principalmente a habilidade da mãe de controlar o estresse ambiental, a temperatura e a fome do neonato.

    O baixo ou o alto peso ao nascer são desvantajosos para a sobrevivência dos cordeiros, no primeiro caso, pela reserva energética dos cordeiros serem insuficientes e no segundo pela dificuldade de parição gerada pelo tamanho. O peso e o tamanho ideal para o nascimento dos cordeiros variam de acordo com a raça, mas o ideal é que manter os pesos próximos a média pois ambos extremos podem causar problemas. Partos múltiplos normalmente ocasionam peso abaixo do normal, nesses casos as ovelhas devem ser suplementadas ou colocadas em pasto de melhor qualidade no ultimo terço da gestação.

    Nas borregas de primeira cria deve se dar uma atenção especial, o trabalho de parto pode ser mais prolongado e o índice de natimortos normalmente são maiores nessa categoria. Estas fêmeas também apresentam uma maior tendência de abandono dos cordeiros, ou dificuldades de amamentação. Um manejo pré parto mais atento desse grupo auxilia na diminuição das perdas por mortalidade.

    Outro fator importante nesse aspecto é a estratégia reprodutiva da propriedade. Antes do inicio da estação de monta, o criador deve levar em conta a época de nascimento dos cordeiros, já que as épocas frias e úmidas são prejudiciais e podem ser a principal causa de mortalidade neonatal. A disponibilidade de alimentos durante esse período também é fundamental, desde a pré concepção até a desmama. O ideal é que o nascimento seja em épocas com clima ameno, com pluviosidade equilibrada e que haja alta disponibilidade de alimento para que as matrizes possam produzir leite para suas crias. Caso contrário deverá ser adotados manejos que diminuam o risco de morte dos cordeiros, como parição em locais fechados, suplementação das fêmeas, entre outros.

    Enfermidades reprodutivas também podem causar mortalidade alta de neonatos, nesses casos um médico veterinário deve ser consultado e aplicar o tratamento específico para cada uma delas.

    A eficiência produtiva e econômica dos rebanhos começa pela atenção a todas as etapas da reprodução, por isso fique atento aos detalhes do manejo pois cada um deles pode fazer a diferença em seus resultados.
    Agrovalor - Edson Siqueira